15 de janeiro de 2015

Desligue o Rádio...


Em nenhuma fração de segundos ela pensou que estaria nessa situação. Prometeu á si mesma que não iria se apegar, não iria se entregar. E agora está com os pensamentos longe... Em um certo alguém. Quanta hipocrisia (...)

Ele é um enigma que ela ainda não descobriu. Um dialeto não especificado. (Ou será que é ela?) Arriscou-se para tentar o estudar e viu que não é tão boa nessa matéria! Mas descobriu que ele é a doença, e também a cura. O vilão, mas também é herói. Ele não se importa, mas ela sim. Ele é um idiota, e o garoto mais esperto do mundo. Ele é o que todas querem, inclusive ela. Ele é tudo, menos dela.

Ela andou conversando com algumas borboletas... Pediu á elas não golpearem seu estômago da próxima vez que ele dobrar aquela esquina, que desde a última vez que ele apareceu, está tão quieta. Ele a faz acreditar no amor. Um amor que ande que seca e sufoca. Mas que, ao mesmo tempo, preenche um espaço que sempre existiu, mas que agora ele ocupa sem saber. A história dele a inspira e a faz querer mudar a sua. A faz querer deixar todas aquelas bobagens de lado e viver intensamente como se nada importasse. Então ela fecha os olhos e imagina que tudo pode acontecer.

 Ligou o rádio. Abriu a janela. Deixou o vento bater, bagunçar o cabelo e talvez, só talvez, soprar ele dos teus pensamentos.

- Por favor, aumente o volume ainda consigo ouvir meus pensamentos

Essa música a faz lembrar ele...  Eles. E então percebeu o quanto estava farta de músicas românticas. Exausta de lamentações. Cansada de pensar nele e desejando que estivesse aqui. Sim. Ela não aguenta mais músicas tristes e lentas. As lágrimas são reais, os sentimentos também. Só falta uma coisa: ele. Mas há um pequeno detalhe que, em ausência, não deixa a história acabar dentro dela (...) Porque ela não consegue desligar o rádio!?...

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